Vitamina A é o termo utilizado para o componente activo retinol e os seus percursores carotenóides.

A vitamina A é necessária para um desenvolvimento adequado, desempenhando um papel fundamental no crescimento, desenvolvimento ósseo, mecanismos imunológicos, na reprodução e na diferenciação de tecidos.

É também necessária para a síntese de rodopsina na retina (necessária para a visão nocturna).

Contribui para a manutenção de uma visão e uma pele normais. Também participa no normal funcionamento do sistema imunitário bem como no processo de diferenciação celular.

A vitamina A tem um papel na manutenção de mucosas normais e contribui para o normal metabolismo do ferro. Substâncias que destroem a vitamina A: colestiramina, colestipol, óleo mineral (laxante) e neomicina.

Os sintomas de deficiência são: distúrbios da visão nocturna, perda de integridade da pele e das membranas mucosas, perda de apetite, inibição de crescimento, malformações ósseas, perda de paladar, entre outros.

As consequências que podem advir da carência de vitamina A são: cegueira nocturna, xeroftalmia (secura dos olhos), infecção e alterações cutâneas.

Em excesso esta vitamina pode levar a hepatoxicidade mas o «truque» está em:

  1. Ter o bom senso de não atingir sobredosagem,
  2. Tomá-la em conjunto com a Vitamina D diminuindo assim o risco de sobredosagem.

Os suplementos devem ser evitados por aqueles que correm risco de cancro do pulmão (fumadores) ou toxicidade do fígado (alcoólicos, portadores de doenças do fígado).

O óleo de fígado de bacalhau é uma boa fonte destas duas vitaminas e obviamente de omega-3 (EPA e DHA).

Fontes alimentares - Cenoura, Batata-doce, Espinafres, Couve-galega, Agrião, Manga, Couve portuguesa, Pimento, Grelos de nabo, Damasco, Grelos de couve, Brócolos, Diospiro, Meloa, Melão, Couve Lombarda, Abóbora, Papaia, Fígado, Creme vegetal, Gema de ovo, Natas, Queijo, Pimentos, Rim, Leite.

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A vitamina D encontra-se sob a forma de duas moléculas: o colecalciferol (vitamina D3 e principal forma) e o ergocalciferol (vitamina D2).

A principal fonte desta vitamina é a radiação ultravioleta, que é essencial para a sua produção a partir do 7-dehidrocolesterol. As formas D2 e D3 são biologicamente inactivas. Uma parte da vitamina D absorvida é convertida em 25-hidroxivitamina D no fígado, uma forma biologicamente pouco activa, sendo que é nos rins que vai ser produzida a principal forma activa de vitamina D: 1,25-diidroxivitamina D (calcitriol).

Exposição ao sol necessária por dia, sem protecção solar, de modo a manter os níveis de Vitamina D adequados:

A vitamina D desempenha funções ao nível da imunidade, reprodução, secreção de insulina e diferenciação dos queratinócitos (células que integram a epiderme, uma das camadas da pele). Está também envolvida no transporte activo de fosfato no intestino e na homeostasia do cálcio (em conjunto com a hormona paratiroideia pode provocar perda de cálcio nos ossos e aumentar a reabsorção renal de cálcio e fosfato).

O risco de carência de vitamina D pode ocorrer em indivíduos que não estão expostos o suficiente à radiação solar, ou cuja capacidade de conversão da vitamina D está reduzida, como é o caso de indivíduos de pele escura, que contêm níveis elevados de melanina (pigmento), em idosos, ou em indivíduos cujas necessidades de vitamina D se encontram elevadas, como é o caso das crianças ou durante a gravidez.

Os sintomas de deficiência são: malformações ósseas, fraqueza e sudorese excessiva (muito suor). A deficiência em vitamina D origina: raquitismo nas crianças e osteomalacia nos adultos podendo também originar osteoporose.

Substâncias que destroem a vitamina D: carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, cimetidina, colestiramina, ranitidina, colestipol, orlistat e óleo mineral (laxantes).

Importante para os níveis de cálcio e fosforo no organismo, não é raro ver-se actualmente a vitamina D3 associada a cálcio. Como lipossolúvel que é, deve ser tomada com refeições completas.

Em conjunto com a Vitamina A, a hipótese de sobredosagem é drasticamente mais baixa.

Fontes alimentares - Creme vegetal, Gema de ovo, derivados do Leite, óleos de fígados de peixes.

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A Vitamina E apresenta-se sob a forma de tocoferóis - alfa (α), beta (β), gama (γ) e delta (δ) - e tocotrienóis - alfa (α), beta (β), gama (γ) e delta (δ). O α-tocoferol é a única forma que é armazenada no organismo na sua forma activa e é a forma que apresenta maior importância a nível nutricional.

A vitamina E desempenha função antioxidante: previne a peroxidação dos ácidos gordos polinsaturados e protege as membranas celulares da acção prejudicial dos radicais livres.

Alivia cãibras e distensões musculares. Acelera a cura de lesões na pele, facilita a absorção da vitamina A pelo organismo e actua na formação das células sexuais e nos glóbulos vermelhos.

A vitamina E melhora a absorção de vitamina A.

As necessidades diárias de vitamina E variam em função do consumo de gorduras poli-insaturadas. Quanto mais gorduras desse tipo se consumir, maior será a necessidade de vitamina E.

A carência não ocorre frequentemente, no entanto se tal se verificar, pode ocorrer o aparecimento de neuropatia periférica (disfunção dos nervos periféricos).

Substâncias que destroem a vitamina E: colestiramina, colestipol, isoniazida, óleo mineral, orlistate, sucralfato, fenobarbital, fenitoína, carbamazepina.

A vitamina E pode aumentar os efeitos da varfarina na diluição do sangue.

Como todas as vitaminas lipossolúveis, deve ser ingerida com uma refeição completa.

Fontes alimentares - Creme vegetal, Óleo de milho, Avelã, Amêndoa, Margarina, Óleo de soja, Óleo de amendoim, Azeite, Pinhão, Amendoim, Noz, Pistácios.

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Ao contrário de algumas espécies animais, o ser humano não consegue sintetizar esta vitamina, tornando-se assim essencial. Esta vitamina tem duas formas biologicamente activas – o ácido L-ascórbico e o ácido L-dehidroascórbico.

Esta vitamina é provavelmente o suplemento nutricional mais consumido, mas mesmo as pessoas mais familiarizadas com os usos deste nutriente podem surpreender-se ao descobrir a vastidão de benefícios que a vitamina C pode proporcionar.

É essencial para a formação do tecido conjuntivo (que mantém unidas as estruturas do organismo). Contribui para a absorção do ferro e para a recuperação de queimaduras e feridas. Tal como a vitamina E, a vitamina C é um antioxidante. A gravidez, a lactação, a hiperfunção da glândula tiróide (tirotoxicose), os diversos tipos de inflamação, a cirurgia e todas as queimaduras podem aumentar significativamente as exigências de vitamina C do corpo e o risco de uma deficiência.

A vitamina C contribui para a normal formação de colagénio para funcionamento normal dos vasos sanguíneos, dos ossos, das cartilagens, das gengivas, dos dentes e da pele. Esta vitamina também tem um papel no normal metabolismo produtor de energia bem como no normal funcionamento do sistema nervoso.

Contribui para uma normal função psicológica e ajuda no normal funcionamento do sistema imunitário e protecção das células contra as oxidações indesejáveis.

Inicialmente, os sintomas que evidenciam carência desta vitamina são: fadiga, anorexia, sonolência, insónia, irritabilidade, diminuição da função imunitária e petéquias (pontos vermelhos na pele).

A patologia que uma deficiência de vitamina C prolongada provoca denomina-se escorbuto (formação de feridas na pele, gengiva esponjosa e sangramento das membranas mucosas).

Substâncias que destroem a vitamina C: contraceptivos orais, aspirina, corticosteróides e furosemida.

A vitamina C tem um papel na redução do cansaço e da fadiga e contribui para a regeneração da vitamina E já usada, voltando a torna-la em estado activo.

No caso de diminuição da frequência e/ou quantidade de urina (ou mesmo anúria), desidratação ou falha renal deve diminuir-se a toma de vitamina C para evitar a formação de cálculos e cristais.

Fontes alimentares – Frutas cítricas, Couve-galega, Couve Bruxelas, Agrião, Grelos, Couve-flor, Kiwi, Papaia, Couve lombarda, Morango, Brócolos, Pimento, Couve portuguesa, Couve branca, Clementina, Framboesa, Batata-doce, Alho – francês, Alho, Batata.

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A vitamina K ocorre naturalmente sob duas formas: vitamina K1 (filoquinona, fitonadiona), que se encontra principalmente nos vegetais, vitamina K2 (menaquinona), sintetizada por bactérias no tracto intestinal dos seres humanos e de vários animais ou vitamina K3 (2-metil-1,4 naftoquinona), a forma sintética.

A vitamina K - Naftoquinona (vitamina anti-hemorrágica) é cofactor da enzima carboxilase e desempenha um papel fundamental na coagulação sanguínea através da formação de protrombina e outros factores indispensáveis para o processo de coagulação.

Como a vitamina K é solúvel nas gorduras, as perturbações que interferem com a absorção dos lípidos, como a doença celíaca e a fibrose quística, podem provocar uma carência de vitamina K nas crianças e nos adultos.

Substâncias que destroem a vitamina K: antibióticos, aspirina, fenitoína, fenobarbital, colestiramina, colestipol, orlistat e óleo mineral (como laxante).

Esta deficiência também se pode desenvolver nas pessoas que tomam anticoagulantes para prevenir a formação de coágulos.

Os principais sintomas são as hemorragias da pele, do nariz, de uma ferida ou do estômago, acompanhadas de vómitos. Pode-se observar sangue na urina ou nas fezes. Em casos mais graves, pode produzir-se hemorragia cerebral nos recém-nascidos.

Lipossolúvel, obedece às regras gerais para as outras vitaminas lipossolúveis sem limitações que se conheça.

Fontes alimentares - Espinafres, Óleo de soja, Brócolos, Nabo, Couves de Bruxelas, Couve, Alface, Espargos, Azeite, Manteiga.

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Desempenha um papel de cofactor para várias enzimas e participa no ciclo de Krebs, contribuindo para a produção de energia.

Uma das principais funções da tiamina é o processamento do metabolismo dos hidratos de carbono, proteínas e gorduras.

As células não são capazes de utilizar o oxigénio para o armazenamento de energia sem a presença da vitamina B1.

É essencial para o metabolismo de proteínas, lípidos, ácidos nucleicos (moléculas que transportam a informação genética nas células), hidratos de carbono e para a respiração celular. Participa também na biossíntese de um elevado número de células como os neurotransmissores (substâncias químicas produzidas pelos neurónios), como por exemplo a acetilcolina.

Actualmente, a carência de vitamina B1 ocorre principalmente nos alcoólicos devido ao défice existente ao nível da ingestão, absorção e armazenamento dos nutrientes. Também pode ocorrer em populações com consumo elevado de cereais refinados.

As patologias que advêm da carência desta vitamina denominam-se Beribéri e síndrome de Korsakoff (neuropatia - patologia que afecta os nervos). Em adultos, os sinais da deficiência manifestam-se principalmente a nível dos sistemas nervoso e cardiovascular.

Os sintomas incluem: confusão mental, astenia (fraqueza muscular), paralisia periférica, dor nos membros inferiores (cãibras), fadiga muscular, instabilidade emocional, depressão, irritabilidade e anorexia.

A B1 (Tiamina) é solúvel em água e insolúvel em álcool. Uma boa razão para deixar o álcool de parte já que o mesmo impossibilita a digestão da Tiamina no intestino.

O chá, o café e o peixe cru, também devem ser afastados da altura da toma já que destroem a Tiamina.

Substâncias que destroem a vitamina B1: furosemida, antibióticos, contraceptivos orais e fenitoína (antiepilépticos).

Fontes alimentares – Pão de mistura, Fígado, Soja, Porco, Feijão manteiga, Feijão-frade, Rim, Fígado, Favas, Lentilhas, Grão, Arroz integral, Farinha milho, Feijão branco, Ervilhas, Alho francês, Robalo, Pargo, Gema de ovo, Esparguete, Cavala, Vitela, Enguia, Couve-galega, Dourada.

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A Riboflavina pode apresentar-se sob a forma de flavina mononucleotídeo (FMN) ou flavina adenina dinucleotídeo (FAD).

A riboflavina actua como um intermediário na transferência de electrões em várias reacções de oxidação-redução. Participa em reacções metabólicas dos glícidos, lípidos e proteínas e na produção de energia.

Actua como cofactor de enzimas essenciais para a conversão de piridoxina (vitamina B6) e do ácido fólico (B9) nas suas formas coenzimáticas e para a transformação do triptofano em niacina.

A carência de riboflavina não ocorre normalmente de forma isolada, mas em combinação com deficiências de outras vitaminas hidrossolúveis.

Os sinais de carência desta vitamina são: glossite (língua vermelha), estomatite angular (fissuras nos cantos da boca), prurido (comichão), escamação da pele e dermatite seborreica (inflamação da pele). Pode também ocorrer vascularização da córnea associada a fotofobia, perda de visão e comichão.

Nas crianças a carência de riboflavina pode levar a atraso no crescimento.

Substâncias que destroem a vitamina B2: antibióticos, clorpromazina, amitriptilina, adriamicina e fenobarbital.

Fontes alimentares - Fígado, Rim, Amêndoa, Gema de ovo, Soja, Queijo, Pão de mistura, Clara de ovo, Lentilhas, Ervilhas, Cogumelos, Carne, Favas, Feijão, Iogurte, Leite, Couve-galega, Couve Bruxelas, Farinha milho.

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A Niacina pode apresentar-se sob a forma de NAD (Nicotinamida adenina dinucleotídeo) e NADP (nicotinamida adenina dinucleotídeo fosfato).

As coenzimas NAD e NADP desempenham um papel fundamental nas reacções de oxidação-redução que estão englobadas no processo de metabolismo energético dos glícidos (hidratos de carbono ou açucares), lípidos e proteínas. A coenzima NAD integra o processo de síntese de glicogénio.

A principal função da vitamina B3 é intervir na libertação da energia contida nos alimentos necessária para o funcionamento do organismo.

Esta contribui para a revitalização da pele, para o bom funcionamento do aparelho digestivo, sendo necessária para a manutenção do sistema nervoso, auxiliando na formação de neurotransmissores.

Alguns estudos demonstraram que é bastante eficaz na redução do colesterol. Reduz os triglicerídeos e diminui o nível de colesterol LDL (“mau”), aumentando o nível de colesterol HDL (“bom”).

Estimula a circulação e reduz a pressão arterial alta.

Para além disso, actua ainda como desintoxicante, eliminando do corpo toxinas, poluentes, e drogas.

A patologia que advém da carência de niacina denomina-se de pelagra, caracterizada pelo aparecimento de dermatite, demência, diarreia, tremores e úlceras na língua.

Outros sintomas que se verificam são: fraqueza muscular, anorexia, indigestão e erupções cutâneas. Podem também ocorrer lesões a nível do sistema nervoso central que originam desorientação, confusão e neurite (nevrite). As membranas mucosas da cavidade oral e do sistema gastrointestinal podem também ser afectadas, ocorrendo irritação e inflamação.

A B3 (Niacina) é particularmente sinérgica com a Tiamina (B1) e Riboflavina (B2) e ajuda à libertação de energia na digestão dos amidos e açucares assim como - enquanto coenzima - é necessária para a respiração das células.

Substâncias que destroem a vitamina B3: antibióticos, isoniazida e 5-fluorouracilo (quimioterapia).

Fontes alimentares - Amendoim, Atum, Cavala, Carne magra, Sarda, Dourada, Fígado, Sardinha, Espadarte, Rim, Favas, Ervilhas, Pão integral.

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Antigamente a Adenina era chamada Vitamina B4. No entanto, já não é considerada uma vitamina verdadeira.

Porém, duas vitaminas B, niacina e riboflavina, ligam-se com a adenina para formar os cofactores essenciais dinucleotídeo nicotinamida-adenina (NAD) e o dinucleotídeo flavina-adenina (FAD) respectivamente.

A Adenina é uma purina que possui uma grande variedade de papéis em bioquímica participando da respiração celular, na forma de adenosina trifosfato (ATP), dinucleotídeo nicotinamida-adenina (NAD) e dinucleotídeo flavina-adenina (FAD). Na síntese de proteínas participa como um componente químico do ADN e ARN.

Quando a Adenina se encontra ausente do organismo pode ser detectada a polineurite (inflamação simultânea de vários nervos de diferentes regiões do organismo), dando origem a uma diminuição da quantidade de glóbulos brancos ou leucócitos.

Fontes alimentares - Grãos de cereais, levedura e no fígado entre outros alimentos.

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O Ácido Pantoténico ocorre sob a forma de ácido D-pantoténico. Nos alimentos encontra-se como componente da coenzima A.

O Ácido Pantoténico desempenha função de percursor da coenzima A, que é fundamental no metabolismo celular. É importante para a produção de anticorpos e hormonas supra-renais.

Participa assim no metabolismo energético dos glícidos, ácidos gordos, colesterol, fosfolípidos (constituintes das membranas celulares), hormonas esteróides e porfirinas (moléculas orgânicas) para a hemoglobina e colina. A coenzima A é também um receptor para o grupo acetato de aminoácidos, vitaminas e sulfonamidas (antibióticos).

Não são conhecidos efeitos causados pela carência desta vitamina dado que a sua deficiência é rara pois é omnipresente nos alimentos tanto de origem animal como vegetal.

Pode ser observado durante as deficiências sintomas vagos, como a irritabilidade, insónia, períodos de sonolência, fadiga, perda de apetite, dor abdominal, dor de pernas e braços, espasmos musculares e de degeneração neuromuscular (neuropatia é suspeito de álcool).

No fígado, a deficiência de Vitamina B5 cria inflamação e danos que podem ocorrer na mucosa respiratória e intestinal do sistema gástrico. Pode revelar-se deficiências de crescimento e formação de cartilagem em crianças com deficiência em Vitamina B5.

O ácido pantoténico tem um papel na redução do cansaço e da fadiga e ajuda num desempenho mental normal.

Substâncias que destroem a vitamina B5: contraceptivos orais, amitriptilina, imipramina e desipramina (antidepressivos).

Sinais e sintomas: cãibras, dores e cólicas abdominais, fadiga, insónia, mal-estar geral, redução na produção de anticorpos.

Fontes alimentares - Fígado, Levedura de cerveja, Amendoim, Cogumelos, Ovo, Gérmen de trigo, Arenque, Brócolos, Milho, Abacate, Leite.

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A vitamina B6 pode apresentar-se sob três formas: Piridoxina (a forma original), Piridoxal Fosfato (PLP) e Piridoxamina Fosfato (PMP), que são as formas fosforiladas.

A vitamina B6 contribui para o normal metabolismo produtor de energia e ajuda no normal funcionamento do sistema nervoso (serotonina, dopamina e noradrenalina).

A vitamina B6 tem um papel no normal metabolismo da homocisteína bem como no metabolismo normal das proteínas e do glicogénio. Esta vitamina contribui para uma normal função psicológica e participa na formação de glóbulos vermelhos.

A vitamina B6 tem um papel no normal funcionamento do sistema imunitário e contribui para a redução do cansaço e da fadiga. A vitamina B6 também participa na regulação da actividade hormonal e contribui para a síntese normal da cisteína.

Alguns dos factores que podem interferir com o metabolismo desta vitamina são a toma de alguns medicamentos e o alcoolismo.

Substâncias que destroem a vitamina B6: antibióticos, contraceptivos orais, isoniazida, penicilamina e medicamentos para o tratamento da doença de Parkinson.

A carência desta vitamina pode provocar alterações no sistema nervoso central, levando ao aparecimento de sintomas como: irritabilidade, depressão e desorientação.

Outros sintomas associados à deficiência de piridoxina são: inflamação da língua, úlceras na cavidade oral e estomatite angular.

A vitamina B6 deve tomar-se em conjunto com as outras vitaminas do complexo B.

Fontes alimentares - Fígado, Lentilhas, Gema de ovo, Noz, Soja, Sardinha, Avelã, Arroz integral, Pargo, Atum, Alho francês, Salmão, Robalo, Sarda, Batata, Amendoim, Levedura.

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Existem oito formas de Biotina, no entanto apenas a D-Biotina é produzida naturalmente e biologicamente activa.

A Biotina funciona como coenzima da neoglucogénese e da síntese e oxidação de ácidos gordos. Participa ainda na degradação de aminoácidos (através da sua desaminação) e síntese de purinas.

É necessária para a replicação do ADN e importante para a saúde do cabelo e unhas.

A deficiência nesta vitamina é rara, excepto em pacientes com doenças hereditárias do metabolismo da biotina, doença hepática e durante a gravidez (devido ao aumento das necessidades). Também pode ocorrer naqueles que consomem clara de ovo crua por períodos prolongados (semanas a anos), porque existe uma proteína que se encontra na clara do ovo (avidina) que se liga à biotina e que impede a sua absorção, ou em pessoas a quem foi dada alimentação intravenosa sem suplementação de biotina.

A carência desta vitamina origina sintomas como: dermatite, palidez, náuseas, alopecia (perda de cabelo), vómitos e anorexia. Em bebés com idades inferiores a 6 meses os sintomas incluem dermatite seborreica e alopecia.

Substâncias que destroem a biotina: primidona, carbamazepina, fenobarbital, fentinoína, ácido valpróico e antibióticos.

Fontes alimentares - Levedura de cerveja, Fígado, Soja, Farelo trigo, Frutos secos, Ovo cozinhado, Cogumelos, Espinafres, Banana, Morangos, Pão integral, Espargos.

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O ácido fólico é a forma sintética desta vitamina e é a molécula mãe de várias moléculas derivadas denominadas de folatos.

O ácido fólico é uma molécula muito estável e com elevada actividade biológica.

Os folatos ocorrem naturalmente sob a forma de ácido tetrahidrofólico, com actividade biológica variável.

O folato actua como coenzima em várias reacções metabólicas e desempenha um papel importante no metabolismo dos aminoácidos. É imprescindível na produção dos ácidos nucleicos, ADN (substância que produz genes) e de ARN (substância necessária à produção de proteínas, assim como na formação da células sanguíneas e de alguns dos constituintes do tecido nervoso.

Esta vitamina é essencial para o desenvolvimento e bom funcionamento do sistema nervoso e da medula óssea.

É importante no crescimento e desenvolvimento, na produção de novas células, actua em conjunto com a vitamina B12 para formar hemoglobina dos glóbulos vermelhos do sangue e converte o aminoácido homocisteína em metionina.

A deficiência de folato é uma das mais comuns.

O alcoolismo é uma das situações que predispõe carência de folato dado que diminui a absorção e aumenta a excreção desta vitamina.

Substâncias que destroem o folato: substâncias anti-inflamatórias não-esteróides (AINEs), tais como o ibuprofeno e a aspirina, fenitoína, metotrexato de colestiramina, fenobarbital, colestipol, trimetoprim e sulfassalazina.

Os sintomas iniciais da deficiência de folato podem incluir cansaço, irritabilidade e anorexia (perda de apetite). A deficiência grave pode resultar no aparecimento de anemia megaloblástica (caracterizada por glóbulos vermelhos e brancos grandes e imaturos).

Os sintomas comuns de uma deficiência crónica de folato são fadiga, apatia, dores de cabeça, insónia, dificuldade de memorização. Nas crianças podem ocorrer atrasos no desenvolvimento.

A deficiência de folatos tem também sido associada a problemas neurológicos, como demência e depressão.

Fontes alimentares - Fígado, Feijão-frade, Soja, Feijão branco, Agrião, Grão, Espargos, Espinafres, Couve lombarda, Favas, Couves-Bruxelas, Gema de ovo, Lentilhas, Beterraba, Brócolos, Frutos secos.

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A Cobalamina pode apresentar-se sob a forma de Cianocobalamina e Hidroxicobalamina (formas activas).

A vitamina B12 é essencial para o metabolismo celular, principalmente do sistema gastrointestinal, medula óssea e tecido nervoso. É essencial na síntese de ácidos nucleicos (moléculas que transportam a informação genética nas células), purinas (nucleótido constituinte da molécula de DNA) e pirimidinas (nucleótido constituinte da molécula de DNA), participando na transferência de grupos metil.

Actua no metabolismo das proteínas contribuindo com a absorção dos aminoácidos pelo organismo.

Tem uma grande importância na prevenção e combate da anemia. Possui efeito restaurador nas lesões neurológicas provocadas pela anemia perniciosa.

A Cobalamina participa ainda no metabolismo dos glícidos e dos lípidos.

A carência de vitamina B12 origina o aparecimento de anemia megaloblástica (caracterizada por glóbulos vermelhos e brancos grandes e imaturos), resultante da ocorrência de alterações na síntese de ADN, que afectam principalmente os tecidos com uma taxa de renovação de células mais elevada (exemplo sistema hematopoiético). Pode também ocorrer neuropatia (danos nos nervos).

Os sintomas incluem: fraqueza, cansaço, dispneia (falta de ar quando realizado esforço), parestesia (sensação de frio, calor, formigueiro…), glossite (inflamação da língua), anorexia, perda de peso, ageusia (perda de paladar) e anosmia (perda do olfacto), perturbações psiquiátricas (irritabilidade, perda de memória, depressão leve, alucinações).

Outra das consequências desta carência é a desmielinização da medula espinal que provoca danos irreversíveis no sistema nervoso.

Substâncias que destroem a vitamina B12: medicamentos de redução dos ácidos (omeprazol, lansoprazol, ranitidina), contraceptivos orais, antibióticos, colestiramina e metformina.

A vitamina B12 é a única vitamina hidrossolúvel armazenada pelo fígado. Ainda assim deve ser tomada em conjunto com as outras vitaminas do Complexo B.

Fontes alimentares - Carapau, Fígado, Rim, Cavala, Sardinha, Sarda, Dourada, Cação, Gema de ovo, Atum, Carne de vaca, Pato, Borrego, Vitela, Carne de porco, Queijo, Nata, Leite.

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