O cálcio é o mineral mais abundante no organismo, encontrando-se em maior quantidade nos ossos e dentes (98%) e em menor quantidade no sangue, fluidos extracelulares e células dos tecidos moles.

O cálcio pode encontrar-se sob a sua forma livre ou então sob a forma de complexo (citrato ou bicarbonato). Os níveis de cálcio são controlados por hormonas: a P.T.H. (hormona paratiróide), que aumenta os níveis de cálcio, e pela calcitonina que os diminui.

O cálcio é um componente estrutural dos ossos e dentes, sendo essencial para a sua manutenção. Participa em processos como: vasoconstrição e vasodilatação, transmissão de impulsos nervosos, contracção muscular e secreção de hormonas. O cálcio actua ainda como cofactor de enzimas e proteínas.

A deficiência neste mineral pode ocorrer com a má alimentação, com a função anormal da paratiróide (glândula que regula os níveis de cálcio no sangue), insuficiência renal, e deficiência em vitamina D ou magnésio.

A presença do Cálcio é necessária para a absorção da vitamina B12

A vitamina D é indispensável à utilização do cálcio pelo organismo.

Substâncias que empobrecem o cálcio: cimetidina, ranitidina, omeprazol, antiácidos de alumínio, corticosteróides, colestiramina, óleo mineral, fenitoína e furosemida.

A ingestão elevada de sódio (sal), proteína, fósforo (refrigerantes e aditivos alimentares), ou cafeína (mais de duas chávenas de café ou 300 mg de cafeína por dia) pode promover as perdas de cálcio.

Os suplementos de cálcio podem reduzir a eficácia dos bloqueadores dos canais de cálcio (medicamentos usados ​​para baixar a pressão arterial); o uso com diuréticos tiazídicos aumenta o risco de hipercalcemia (níveis elevados de cálcio no sangue); os suplementos de cálcio podem reduzir a absorção de antibióticos (tetraciclinas, quinolonas), dos bisfosfonatos (medicamentos para a osteoporose) e da levotiroxina (hormona da tiróide).

São vários os problemas que podem advir da carência de cálcio: Osteoporose (enfraquecimento dos ossos tornando-os mais frágeis e susceptíveis a fracturas), osteomalacia (mineralização inadequada da matriz óssea em adultos), raquitismo (semelhante à osteomalacia ocorrendo em crianças), tétano (espasmos musculares) palpitações do coração, cárie dentária, dor nas pernas e nas costas, insónia, distúrbios do sistema nervoso.

É difícil alcançar a dose diária recomendada de cálcio apenas com a alimentação, a menos que a ingestão de lacticínios seja elevada.

Nota: a biodisponibilidade (determina a quantidade de nutriente que é absorvido e utilizado pelo organismo) do cálcio dos lacticínios é muito superior à dos vegetais de folha verde.

Existem várias formas de cálcio: o Carbonato fornece a maior quantidade de cálcio (40%) e é barato; o Citrato de proporciona 21%, mas pode ser melhor absorvido por idosos e por pessoas que tomam medicamentos antiácidos.

Separe a ingestão de alimentos e suplementos ricos em cálcio por duas horas dos suplementos de ferro (o cálcio reduz a absorção de ferro); evite beber chá com as refeições, porque os taninos presentes no chá reduzem a absorção de cálcio.

Alguns vegetais contêm produtos químicos que inibem a absorção de cálcio, tais como o ácido oxálico, que é encontrado no espinafre cru, na batata, no ruibarbo doce e em feijões secos. Cozinhar estes alimentos, liberta o cálcio que está ligado ao ácido oxálico, melhorando assim a quantidade que pode ser absorvida. O ácido fítico, que se encontra no farelo de trigo ou no feijão seco, também reduz a absorção de cálcio.

Fontes alimentares: Derivados do leite, Vegetais verde escuros (Couve-galega, Agrião, Espinafres, Coentros), e Amêndoa, Avelã, Soja e Gema.

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O crómio é um oligoelemento essencial, necessário pelo organismo em pequeninas quantidades – entre 20 a 35 µg para adultos.

Existem diversas descrições dos mecanismos de acção, sendo que o mais relevante descreve que o crómio é necessário para o bom funcionamento da insulina e do seu receptor. Sem crómio, o receptor da insulina não atinge o seu máximo potencial de funcionamento.

Indivíduos já com diabetes ou com resistência à insulina apresentam, em diversos estudos, níveis baixos de diversos minerais incluindo o crómio.

Em indivíduos já com resistência à insulina a suplementação tem melhores resultados e quanto pior é a desregulação, maior é o efeito do crómio.

Sinais da deficiência de crómio no organismo:

A deficiência grave de crómio é rara, mas a deficiência ligeira é comum: estima-se que 90% dos adultos consomem uma quantidade inferior à dose diária recomendada.

Substâncias que empobrecem o crómio: corticosteróides (prednisona).

Outras interacções: o crómio pode aumentar o açúcar no sangue, reduzindo os efeitos da insulina e de medicamentos tomados por via oral (glibenclamida e metformina), exigindo, portanto, um ajuste de dosagem.

Fontes alimentares: levedura de cerveja, algumas cervejas e vinhos, ostras, fígado, batata, cereais integrais, gérmen de trigo, gema de ovo, café, cenoura, espinafres, brócolos, nozes, feijão-verde, carne, marisco.

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É um mineral que se encontra maioritariamente sob a forma de fosfato (PO4), e está presente em todas as células do organismo, apesar de 80-85% ser encontrado em conjunto com o cálcio.

 O fósforo é um dos componentes estruturais dos ossos, encontrando-se sob a forma de sal de fosfato de cálcio denominado hidroxiapatite.

Encontra-se também na estrutura dos fosfolípidos que são componentes das membranas celulares, na molécula de ATP (molécula energética) e na estrutura dos ácidos nucleicos (ADN e ARN).

O fósforo é essencial igualmente, para a activação de muitas enzimas, hormonas e funciona como tampão na manutenção do pH do nosso organismo. Este mineral participa ainda no transporte de oxigénio, ligando-se à hemoglobina.

É fundamental para o adequado funcionamento do sistema nervoso e para um bom desempenho intelectual

O crescimento do osso normal requer um aporte adequado de cálcio e fósforo através da alimentação, mas o organismo não consegue absorver estes minerais sem que haja uma quantidade suficiente de vitamina D.

A carência de fósforo é rara, excepto entre os alcoólicos e nas pessoas com doença renal, síndromas de má absorção (doença celíaca ou doença de Crohn), ou alimentação pobres.

Substâncias que empobrecem o fósforo: alumínio e magnésio (antiácidos), colestiramina e digoxina.

Os sintomas incluem anorexia, anemia, fraqueza muscular, dor nos ossos, raquitismo (nas crianças) e osteomalacia (desmineralização dos ossos nos adultos), aumento da susceptibilidade a infecções, dormência e formigueiro nas extremidades e dificuldade na locomoção.

Em situações extremas a carência deste mineral pode mesmo conduzir à morte.

Fontes alimentares: Soja, Caju, Gema de ovo, Feijão-frade, Queijo, Amêndoa, Amendoim, Pinhão, Ervilhas, Favas, Feijão branco, Noz, Avelã, Fígado (excepto de porco), Chocolate, Rim, Carne, Peixe, Iogurte, Leite

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O potássio é um mineral e também um electrólito, ou seja, em solução dissocia-se em iões que permitem que a electricidade consiga atravessar a solução.

Sendo o ião que se encontra em maior concentração no interior celular, é também o terceiro elemento de origem mineral mais abundante no corpo humano, sendo apenas ultrapassado pelo cálcio e pelo fósforo.

O potássio tem um papel importante para o relaxamento muscular, para a secreção de insulina através do pâncreas e para conservação do equilíbrio ácido/base.

O potássio tem uma elevada taxa de absorção, na ordem dos 90%, sendo esta realizada pelo através do intestino delgado.

O potássio é um dos minerais responsáveis pela manutenção do equilíbrio hidroelectrolítico que permite a manutenção do potencial de membrana, essencial para transmissão de impulsos nervosos, contracção muscular (intestino e coração) e função cardíaca. O potássio desempenha ainda o papel de cofactor enzimático.

Manter o equilíbrio certo de potássio no organismo depende da quantidade de sódio e magnésio no sangue. Muito sódio – comum em dietas ocidentais que usam muito sal – pode aumentar a necessidade de potássio que serve para neutralizar o efeito prejudicial de sódio.

A hipertensão arterial é causada pelo desequilíbrio entre sódio e potássio, com ascendência de sódio. É por isso que quando existe excesso de sódio no organismo, é necessário compensar com um aumento de potássio, de modo a manter o equilíbrio existente entre os dois minerais em todos os líquidos do corpo.

A carência de potássio (Hipocaliemia), pode surgir como consequência de várias situações: ingestão deficiente (anorexia), perdas gastrointestinais (diarreia, vómitos, uso de diuréticos e laxantes), perdas renais (devido a patologias renais) ou perdas derivadas de anomalias no metabolismo (deficiência de magnésio) e também alcoolismo.

Os sintomas que podem ocorrer são: fadiga, vómitos, distensão abdominal, fraqueza muscular, paralisia, formigueiro, anorexia, tensão arterial baixa, sede, espasmos musculares, tétano, arritmia cardíaca, desorientação e em casos mais graves pode mesmo levar ao coma.

Substâncias que empobrecem o potássio: pseudoefedrina, hidroclorotiazida, furosemida, corticosteróides, cafeína e doses elevadas de penicilina.

Substâncias que aumentam o potássio (pode causar hipercalemia): espironolactona, triantereno, amilorida, inibidores da ECA, substâncias anti-inflamatórias (ibuprofeno), heparina, digoxina e bloqueadores beta.

Em geral, a concentração elevada de potássio no sangue é mais perigosa do que a baixa. Uma concentração superior a 5,5 mEq por litro de sangue começa por afectar o sistema de condução eléctrica do coração. Se o nível no sangue continuar a aumentar, o ritmo cardíaco torna-se anormal e o coração pode deixar de bater.

Fontes alimentares: Pistácio, Amêndoa, Salsa, Avelã, Amendoim, Castanha, Espinafres, Banana.

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É um electrólito como o potássio, ou seja, em solução dissocia-se em iões que permitem que a electricidade consiga atravessar a solução.

O Sódio é um elemento de origem mineral que unido a um outro elemento, o cloro, forma o cloreto de sódio, ou sal, como o conhecemos de forma comum. Outros sais minerais, como o iodeto de sódio ou nitrato de sódio, são também formados pelo elemento principal “sódio”. Este mineral pode advir de três origens diferentes, existindo em quase todos os alimentos, formando diversos sais.

Possui uma elevadíssima taxa de absorção. Praticamente a totalidade deste mineral passa para o sangue, contudo é função dos rins eliminar os excessos, que em muito casos corresponde a 90% do que é ingerido nos alimentos.

 O sódio é um dos principais iões do fluido extracelular. É um dos electrólitos responsáveis pela manutenção do potencial de membrana, o que é extremamente importante para a transmissão de impulsos nervosos, contracção muscular e função cardíaca.

Está também envolvido na absorção de outros nutrientes, como o cloro, aminoácidos, glucose e água, e na regulação dos níveis de pressão arterial e volume sanguíneo.

Consideramos o sódio como o ião mais importante do meio extracelular, contribuindo grandemente para manter o equilíbrio aquoso e ácido básico do organismo, retendo a água. Em casos de excesso, verifica-se perda de cálcio com a urina, edemas e hipertensão arterial.

Um dos principais causadores de hipertensão e outras doenças é o desequilíbrio entre sódio e potássio, visto todos os alimentos de origem animal e também os processados, como queijo e enchidos, possuem mais sódio que potássio.

A carência de sódio é rara (Hiponatremia) e pode ser consequência de um aumento na retenção de fluídos (devido a aporte hídrico excessivo, patologias do sistema nervoso ou alguns fármacos) ou aumento das perdas de sódio (em casos de vómitos, diarreia, sudorese excessiva, uso de diuréticos ou patologias renais).

Substâncias que empobrecem o sódio: diuréticos, substâncias anti-inflamatórias, carbamazepina, codeína, morfina e alguns antidepressivos.

Os sintomas incluem: dores de cabeça, náuseas e vómitos, cãibras musculares, fadiga, desorientação, perda dos sentidos. Em situações mais graves pode ocorrer edema cerebral, convulsões, coma e danos cerebrais.

Os alimentos de origem vegetal são todos muito pobres em sódio, sendo praticamente inexistente nas frutas e muito escasso em cereais e leguminosas, contudo, os alimentos de origem vegetal que apresentam uma maior concentração de sódio são as algas, aipo, espinafres e hortaliças. Já nos alimentos de origem animal, o sódio é bastante abundante, tal como no leite, carne, ovos e peixe.

Fontes alimentares - Sal, Caldo "Knorr", Produtos de charcutaria, Azeitona, Bacalhau seco, Ketchup, Margarina, Queijos, Manteiga com sal, Bolacha integral, Bolacha água e sal, Batata frita pacote, Atum (conserva), frutos oleaginosos, Fígado, Pistácio, Creme vegetal

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É um mineral que no organismo, se encontra maioritariamente nos ossos, no entanto também pode ser armazenado no músculo e nas células.

O magnésio desempenha diversas funções:

O magnésio tem ainda:

A deficiência ligeira de magnésio é comum, e estima-se que afecte 75% das pessoas pois é difícil alcançar a dose diária recomendada apenas com a alimentação.

A carência de magnésio pode ocorrer devido a situações de malnutrição, cirurgia, queimaduras graves, patologia renal ou pancreática ou hepática, mal absorção, diabetes, patologias ordem hormonal e cancro. Dietas com elevado teor de nutrientes que diminuem a absorção de magnésio também podem causar deficiência deste mineral.

Os sintomas são: irritabilidade, alterações na personalidade, anorexia, Fraqueza, cansaço, vertigens, convulsões, nervosismo, cãibras musculares, tremores, movimentos oculares involuntários, arritmia cardíaca, hipoglicémia, queda de cabelo, níveis diminuídos de cálcio.

Substâncias que empobrecem o magnésio: furosemida, hidroclorotiazina, colestiramina e contraceptivos orais.

Outras interacções: o magnésio reduz a absorção da digoxina, nitrofurantoína, medicamentos anti-malária, antibióticos, quinolonas, tetraciclinas, clorpromazina, alendronato e etidronato, pelo que se recomenda um intervalo de duas horas entre a ingestão de magnésio e estas substâncias

Fontes alimentares - Frutos oleaginosos, Soja, Leguminosas, Pão trigo integral, Chocolate, Espinafres, Queijo, Peixe, Favas, Banana

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O ferro encontra-se sob duas formas, uma presente nos animais – heme - e outra nas plantas – não heme. É um oligoelemento constituinte da hemoglobina, a proteína do sangue que transporta o oxigénio para todo o corpo.

O ferro participa em várias reacções enzimáticas e também no processo de síntese de ADN, desempenhando um papel fundamental no crescimento e divisão celular. O ferro participa também no metabolismo proteico, produção de energia nas células e é necessário para a produção de hormonas tiroideias e neurotransmissores (substâncias químicas produzidas pelos neurónios) bem como para o correcto funcionamento do sistema imunitário.

A carência de ferro é uma das deficiências nutricionais mais comuns, especialmente em mulheres com sangramento menstrual intenso e durante a gravidez (aumento das necessidades para o bebé), nos vegetarianos, e em pessoas com síndroma de má absorção (doença celíaca), úlceras hemorrágicas, deficiência em cobre e em cirurgia. A patologia denomina-se anemia (diminuição na concentração de hemoglobina no sangue que resulta numa diminuição da capacidade de transporte de oxigénio).

Os sintomas incluem: Fadiga, aumento da frequência cardíaca, dispneia (falta de ar), estomatite angular (fissuras nos cantos da boca), incapacidade de concentração, distúrbio do sono, dores e perdas menstruais acentuadas, inflamação ocular, úlceras na cavidade oral, queda de cabelo, unhas frágeis e com manchas brancas.

Substâncias que destroem o ferro: antiácidos, cimetidina, ranitidina, omeprazol, lansoprazol, aspirina, medicamentos anti-inflamatórios e colestiramina.

Os suplementos de ferro podem ligar-se e diminuir a absorção e eficácia de levodopa, levotiroxina, metildopa, quinolonas, tetraciclinas, bisfosfonatos e zinco e suplementos de cálcio. Para evitar isso, recomenda-se a ingestão separada de suplementos de ferro destes, por um intervalo de duas horas.

Os alimentos ricos em vitamina C aumentam a absorção do ferro não-hematológico (forma de ferro encontrado principalmente em plantas).

Fontes alimentares - Amêijoa, Soja, Ostra, Pistácio, Lentilhas, Grão, Berbigão, Chocolate em pó, Feijão, Gema de ovo, Vísceras, Favas, Pinhão, Carne de cavalo, Amêndoa, Ervilhas, Salsicha, Pão trigo integral, Peru, Atum, Carne de borrego, Carne de vaca, Carne de porco

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O zinco é um oligoelemento muito importante para o organismo, está presente em quase todas as células, principalmente ossos, pele e cabelo.

O zinco participa no metabolismo dos macronutrientes (proteínas, lípidos e glícidos) e de ácidos nucleicos (moléculas que transportam a informação genética nas células). Actua também como estabilizador de proteínas, da estrutura de ácidos nucleicos e manutenção da integridade de organelos subcelulares. Participa em processos de transporte, sistema imunitário e regulação da expressão genética.

O zinco é um componente estrutural do osso, sendo necessário para a actividade dos osteoclastos, formação de fosfatase alcalina (enzima), e calcificação.

A carência de zinco é rara e pode resultar de uma ingestão deficiente (vegetarianos, mulheres grávidas, idosos), mal absorção (doença celíaca, doença de Crohn, colite e anemia falciforme), ou perdas elevadas de zinco no organismo (por exemplo devido a perdas gastrointestinais, queimaduras graves). E ainda os indivíduos com dependência do álcool.

Substâncias que empobrecem o zinco: diuréticos, anti convulsivantes, penicilamina, substâncias inibidoras da ECA, medicamentos antiácidos e contraceptivos orais.

Os suplementos de zinco podem reduzir os níveis de cobre, por isso deve ser escolhido um multivitamínico que contenha cobre e zinco.

Os sintomas incluem: atraso no crescimento, queda de cabelo, diarreia, atraso na maturação sexual, deficiências ao nível do sistema imune, anorexia, cegueira nocturna, disgeusia (alterações no paladar), lesões na pele, perda de peso, alterações na cicatrização.

Os suplementos de zinco podem reduzir a absorção de antibióticos (tetraciclina e quinolonas), pelo que se recomenda a ingestão em separado de suplementos destes produtos, com um intervalo de duas horas.

Fontes alimentares - Ostra, Pinhão, Caju, Queijo flamengo, Mexilhão, Vaca, Amendoim, Amêndoa, Fígado, Gema de ovo, Noz, Pistácio, Amêijoa, Coração, Avelã, Pão trigo integral, Rim, Porco, Atum, Peru, Carapau, Robalo, Frango.

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O selénio é um oligoelemento que no organismo, se encontra armazenado no fígado, rins e nos tecidos.

O selénio é necessário para a actividade de algumas enzimas denominadas de selenoproteínas.

O selénio tem função antioxidante, como componente da enzima glutatião peroxidase, actua juntamente com a vitamina E, protegendo as membranas celulares dos danos provocados pela acção de radicais livres.

Contribui para o normal funcionamento do sistema imunitário, manutenção normal do cabelo e unhas, funcionamento da glândula tiróide, fertilidade normal, entre diversas funções.

O selénio aumenta a proporção de colesterol HDL ("bom") com relação ao LDL ("mau"), o que é fundamental para a manutenção de um coração saudável.

Em conjunto com a vitamina E tem propriedades anti-oxidantes.

Pesquisas em curso colocam em evidência as propriedades anti-inflamatórias e imunoestimulantes do selénio.

A carência em selénio é rara, mas pode ocorrer em pessoas com dietas pobres, em pessoas que vivem em zonas em que o solo é empobrecido em selénio, pessoas com doença de Crohn e síndroma de má absorção (doença celíaca), indivíduos com nutrição parentérica ou nutrição entérica e que estão malnutridos, e também em indivíduos com fibrose cística e alcoólicos.

As duas patologias mais comuns, são: doença de Keshan e doença de Kashin-Beck.

A doença de Keshan é uma cardiomiopatia que afecta principalmente as crianças. A doença de Kashin-Beck afecta principalmente pré-adolescentes e adolescentes e manifesta-se por rigidez, edema e dor nas articulações interfalangeas dos dedos e que evolui para osteoartrite.

Substâncias que empobrecem o selénio: ácido valpróico e corticosteróides (prednisona).

Sintomas mais comuns da carência prolongada de selénio são:

Fontes alimentares - Vísceras, Marisco, Carne, Cereais e grãos, Lacticínios, Fruta, Vegetais.

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O cobre é o terceiro oligoelemento mais abundante no organismo.

Encontra-se principalmente no fígado, cérebro, coração e rins, mas também nos ossos, músculos, sistema nervoso e plasma.

O cobre é um componente de diversas enzimas, desempenhando um papel importante em bastantes reacções enzimáticas. É também um dos intervenientes no metabolismo do ferro (oxida o ferro, que passa da forma ferrosa para a forma férrica). O ferro está envolvido no processo de produção de energia na mitocôndria, produção de melanina e catecolaminas e também desempenha função antioxidante.

A carência grave de cobre é rara, mas a deficiência ligeira é comum. Uma alimentação normal proporciona cerca de 50% da dose diária recomendada.

Indivíduos em risco: bebés prematuros e/ou com baixo peso à nascença; crianças com diarreia; bebés alimentados apenas a fórmulas de leite de vaca, que é baixo em cobre; pessoas com desnutrição; síndromas de má absorção (doença celíaca), fibrose cística e pessoas que recebam alimentação intravenosa.

Substâncias que empobrecem o cobre: ​​penicilamina, etambutol e zidovudina.

Um dos principais sinais de carência de cobre é a anemia. Dado que o cobre intervém no metabolismo do ferro, uma diminuição dos níveis de cobre implica igualmente uma diminuição dos níveis de ferro.

Outra das consequências é a diminuição do número de glóbulos brancos que origina neutropenia, que resulta numa diminuição das defesas do organismo aumentando assim a susceptibilidade para infecções.

Em lactentes ou crianças com carência de cobre podem verificar-se anomalias no desenvolvimento ósseo.

Fontes alimentares - Fígado vaca, Farinha soja, Soja em pó, Lentilhas, Feijão, Amendoim, Feijão-frade, Chocolate em pó, Farinha centeio integral, Peru, Laranja, Aipo, Coração

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O iodo é um oligoelemento essencial à vida, obtido a partir de fontes exteriores ao organismo humano, através da alimentação e acumulado na glândula tiróide, tendo como função fundamental a biossíntese das hormonas tiroideias (tiroxina – T4 e triiodotironina – T3 correspondendo a 65% e a 59% do seu peso molecular, respectivamente).

Estas hormonas são responsáveis pela regulação do metabolismo celular e desempenham um papel determinante no crescimento e desenvolvimento dos órgãos, especialmente do cérebro. Nos seres humanos, o máximo crescimento e desenvolvimento cerebral ocorre durante o período fetal e nos dois ou três primeiros anos de vida.

A concentração de iodo nos alimentos depende de inúmeros factores, tais como: teor de iodo na água e nos solos, utilização de desinfectantes iodados na indústria alimentar e uso, na agricultura, de fertilizantes ricos em iodo;

As necessidades diárias de iodo variam ao longo do ciclo de vida. A Dose Diária Recomendada (DDR) para crianças entre os 0 e os 5 anos é de 90 μg/dia, entre os 6 e os 12 anos de 120 μg/dia, para os adolescentes e adultos é de 150 μg/dia e para as grávidas e lactantes de 250 μg/dia.

A deficiência em iodo pode ocorrer em pessoas que não consomem sal, peixe ou marisco, e tem vindo a tornar-se mais comum na população em geral, devido a restrições sobre a ingestão de sal na redução da pressão arterial.

Outras interacções: a amiodarona (medicamento para o coração) contém altos níveis de iodo e pode afectar a função da tiróide; o iodeto de potássio pode diminuir o efeito anticoagulante da varfarina.

A deficiência em selénio, vitamina A ou ferro pode piorar a deficiência em iodo.

A deficiência de iodo, mesmo moderada a ligeira, como a observada em Portugal, pode originar défice cognitivo e /ou comportamental e, na sua forma extrema, cretinismo.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera, de resto, a carência de iodo como a principal causa mundial evitável de atraso mental, estimando que cerca de 13% da populaçã a nível global esteja afectada por doenças causadas pela falta deste micronutriente.

É do senso comum que o iodo se obtém através da dieta, em alimentos como o peixe e produtos lácteos. Mas a dieta não parece ser suficiente em Portugal, onde o consumo de iodo é inferior ao ideal, a crer em vários estudos realizados.

As carências são conhecidas desde há algum tempo, mas foi um estudo de base populacional divulgado em 2010 (com uma amostra de 3631 grávidas em 17 maternidades do interior, litoral e regiões autónomas) que permitiu perceber a real dimensão do problema: apenas 17% das mulheres tinham valores de iodo que estavam de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde.

A situação nas regiões autónomas era ainda era pior: na Madeira, mais de 90% das grávidas apresentavam valores inadequados e, nos Açores, essa proporção era ainda superior.

Um estudo anterior (2008) realizado na região do Minho tinha já demonstrado também que as mulheres em idade fértil e as grávidas apresentavam deficiência de iodo.

A iodização universal do sal pode eliminar a necessidade de suplementação específica na gravidez e lactação. A utilização de sal iodado (20-40 mg de iodo por quilo de sal) é uma prática corrente e segura e cobre 2/3 da população mundial.

Fontes alimentares - Sal iodado, peixe de água salgada, marisco, carne, legumes cultivados em zonas costeiras, leite, ovo.

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Manganês, manganés,1(do francês manganèse) ou manganésio (designação preterida pela sua semelhança com o magnésio) é um elemento químico, símbolo Mn.

Em biologia, iões de manganésio funcionam como coadjuvantes para uma grande variedade de enzimas que realizam muitas funções. As enzimas de manganésio são particularmente essenciais no processo de desintoxicação dos radicais livres de superóxidos em organismos que precisam fazer uso do oxigénio elementar.

O Manganésio contribui para o normal metabolismo produtor de energia. Ajuda na manutenção de ossos normais. Contribui para a normal formação de tecidos conjuntivos e para a protecção das células contra as oxidações indesejáveis.

A deficiência em manganês é rara, mas pode ocorrer em pessoas com epilepsia, hipoglicémia, diabetes, esquizofrenia e osteoporose.

Quando a alimentação é deficiente em manganésio, durante algumas semanas, o corpo parece conservar este mineral de um modo eficaz.

Os sintomas são uma erupção transitória, dermatite descamativa, erupções cutâneas, fraco crescimento das unhas, nefralgia, dor nas articulações, febre, hipertrofia do fígado, aumento do tamanho dos gânglios linfáticos.

Substâncias que empobrecem o manganês: antiácidos que contenham magnésio, laxantes e tetraciclina.

A absorção é reduzida pelo cálcio, fosfato e ferro.

A hidrazina, um anti hipertensor, pode provocar deficiência de manganésio e efeitos secundários relacionados, tais como dor que irradia ao longo do trajecto do nervo (nevralgia), dor articular, febre, erupção cutânea, aumento de tamanho dos gânglios linfáticos e hipertrofia do fígado. O tratamento consiste na administração de sais de manganésio.

Fontes Alimentares - Pão, nozes, cereais integrais e vegetais verdes como ervilhas e feijões-verdes, frutos secos, folhas de beterraba e amoras. Também se encontra no chá.

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O molibdénio é um micronutriente importante no metabolismo da proteína. O molibdénio é encontrado em quantidades mínimas no organismo e é prontamente absorvido no estômago e intestino delgado. É excretado pela urina e também pela bílis.

O molibdénio é importante: na prevenção e controle da cárie dentária, no tratamento da impotência sexual, na prevenção e profilaxia de alguns tipos de anemia, na oxidação de gordura, na formação da xantina-oxidase, através da qual se forma o ácido úrico, que é um excelente antioxidante quando em níveis normais no sangue, no metabolismo de hidratos de carbono e gorduras e como desintoxicante e antioxidante no organismo.

A deficiência deste mineral é muito rara devido à quantidade recomendada ser pequena e facilmente conseguida com uma alimentação normal.

Mas podem ocorrer em casos de subnutrição prolongada.

Os sintomas incluem aumento da frequência cardíaca (Taquicardia), dificuldade respiratória (Taquipneia- aumento do número de incursões respiratórias), náuseas, vómitos, desorientação e até coma.

Substâncias que empobrecem o molibdénio: consumo elevado de cobre ou sulfato.

Fontes alimentares - leguminosas, grãos de cereais, favas feijão, vegetais de folha verde-escura, vísceras.

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O flúor é o oligoelemento do grupo dos halogénios, mais abundante da crosta terrestre.

Os compostos de flúor mais importantes são os compostos metálicos que se designam por fluoretos. Os fluoretos alcalinos são fortemente anti-sépticos.

O flúor é essencial ao corpo humano, em especial aos dentes tornando o esmalte mais resistente no ambiente ácido da boca e protegendo-os da cárie.

Mas um excesso de flúor tem efeitos negativos e provoca por exemplo manchas escuras nos dentes. Em doses muito elevadas, poderá mesmo haver malformações dos dentes e do esqueleto - é a chamada fluorose e manifesta-se por um aspecto quebradiço e cromaticamente disforme dos dentes, (mosqueamento). Acontece quando há consumo de grandes quantidades de águas naturalmente fluoretadas, por parte de crianças, e em alimentos processados com estas águas.

A dose diária de ingestão de flúor é muito variável de pessoa para pessoa. Depende do dentífrico que se utiliza, dos hábitos alimentares e da medicação que pode estar a ser tomada em determinado momento.

Uma pessoa que beba água canalizada e lave os dentes 3 vezes ao dia, já ingere flúor.

Substâncias que empobrecem o flúor: suplementos de cálcio ou de alumínio e cálcio (antiácidos) podem reduzir a absorção de flúor (recomenda-se a ingestão separada de flúor destas substâncias por duas horas).

As primeiras pesquisas com ingestão de flúor em humanos foram feitas em campos de concentração nazistas com o intuito de acalmar os prisioneiros, que ingeriam o ião a partir da água com até 1500 ppm de flúor. O resultado gerava uma espécie de apatetamento, os prisioneiros cumpriam melhor suas tarefas sem questioná-las.

Com o mesmo objectivo o flúor é adicionado a alguns medicamentos psiquiátricos hoje em dia.

Mais de 60 tranquilizantes largamente utilizados contêm flúor, como Diazepam, Valium e Rohypnol, da Roche, ligada à antiga I.G.Farben, indústria química que actuou a serviço da Alemanha nazista.

A maioria das águas minerais possui fluoretos assim como a água do mar.

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O Enxofre (S) (do latim sulphur, -ŭris) é um elemento fundamental da matéria viva, protagonista dos fenómenos biológicos celulares.

Tem funções energéticas, plásticas e de desintoxicação.

Uma pessoa em crescimento contém aproximadamente 140 gramas de enxofre. Aproximadamente metade dessa quantidade é encontrada no tecido muscular, pele e ossos.

Enquanto enxofre é abundante e facilmente ingerido dentro do contexto de uma dieta equilibrada, os vegans, os vegetarianos que não consomem ovos, crianças e pessoas HIV-positivas podem necessitar de suplementação.

A carência de enxofre pode levar a várias doenças musculares, articulações e pele,

O excesso de enxofre é eliminado pelas fezes e urina

Methylsulfonylmethane (MSM) é uma forma orgânica de enxofre, que aparece na natureza em todos os organismos vivos biologicamente activos.

O MSM aumenta a acção de muitas vitaminas e melhora a captação de outros nutrientes, entre eles a vitamina C, coenzima Q 10 (saúde e manutenção da pele, unhas e cabelos), todas as vitaminas do complexo B, vitamina A, D e, aminoácidos, selénio, cálcio, magnésio e muitos outros.

MSM reage com toxinas, inactivando-as e promovendo a sua excreção.

Além disso, MSM aumenta a permeabilidade da membrana celular, tornando mais fácil a entrada de nutrientes.

MSM aumenta drasticamente a habilidade da célula para excretar produtos sem utilidade para o organismo.

Sem o enxofre teríamos dificuldade até em produzir alimentos já que é usado em fertilizantes. É também importante na produção de pólvora, de medicamentos e de insecticidas.

A carência de enxofre pode causar: problemas de pele; reacções alérgicas; disfunções de fígado e vesícula.

Os sintomas de deficiência de enxofre são: acne, artrite, cabelos e unhas quebradiços, transtornos gastrointestinais, disfunção do sistema imunitário, lesões musculares persistentes, perda da memória, erupções cutâneas, cicatrizes e cicatrização lenta.

Fontes Alimentares: carne, leite, ovos, queijos, cereais, frutas secas, cebola, alho e couve-flor

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