Os ácidos gordos Ómega 3 constituem um tipo de gordura poli-insaturada encontrada principalmente nos tecidos de peixes marinhos de água fria.

Os seus principais constituintes são os ácidos eicosapentaenóico (EPA) e docosahexaenóico (DHA).

Estes ácidos são necessários para a produção de prostaglandinas, as quais controlam a coagulação sanguínea e outras funções arteriais importantes.

Quando ingeridos por mamíferos, são convertidos em prostaglandina E3, a qual promove menor agregação plaquetária, facilitando assim o fluxo sanguíneo através de nosso organismo.

Estudos epidemiológicos têm mostrado uma prevalência muito menor de doenças do coração em esquimós da Groenlândia, que consomem uma dieta rica em gorduras poli-insaturadas provenientes de animais marinhos. Isto deve-se ao fato de que, apesar de possuírem o mesmo valor energético, o efeito fisiológico das gorduras poli-insaturadas difere das monoinsaturadas.

Enquanto as dietas contendo altos teores de ácidos gordos saturados contribuem para o aumento das doenças do coração e das vias circulatórias, através da elevação do nível de colesterol do sangue, dietas à base de gorduras poli-insaturadas, além de regularem a fluidez do sangue, ajudam na regulação do nível de triglicerídeos.

Especialistas consideram que os ácidos gordos Ómega 3 devem ser parte integrante da nossa alimentação rotineira.  
Óleo de peixe reduz o risco de complicações cardíacas, melhora a aparência da pele, diminui os sintomas da osteoartrite, inibe sinais de envelhecimento precoce, previne a depressão,preserva o tónus muscular e a massa muscular,  ajuda a queimar a gordura de forma eficaz e melhora a memória.

Voltar ao início

O sulfato de glucosamina é um dos substratos básicos para a síntese de glicosaminoglicanos (GAGs) e colagénio.

A síntese de glucosamina a partir da glucose e glutamina é o factor limitante da produção de GAG e portanto da reparação do colagénio.

A seguir a um trauma ou lesão na cartilagem, o corpo poderá não ser capaz de produzir a glucosamina suficiente para a cura adequada. Para além disso, a capacidade do corpo converter glucose em glucosamina diminui com a idade devido à redução da quantidade da enzima que sintetiza a glucosamina.

A toma de suplementos de glucosamina pode aumentar os níveis de GAG de forma significativa.

Vários estudos clínicos demonstraram que o sulfato de glucosamina alivia a dor e a inflamação na osteoartrite.
Também representa uma alternativa segura às medicações anti-inflamatórias como o ibuprofeno, que demonstraram inibir a reparação e acelerar a destruição da cartilagem.

Uma revisão recente concluiu que a glucosamina é melhor tolerada do que a maioria dos anti-inflamatórios não-esteróides tais como o ibuprofeno ou piroxicam. Em estudos de curta duração a glucosamina proporcionou alívio em pacientes com osteoartrite no joelho, para além disso, mostrou resultados promissores ao modificar a progressão da artrite durante um período de 3 anos.

Um estudo demostrou que a glucosamina foi eficiente a melhorar o funcionamento e diminuir a dor nas pessoas com dores nos joelhos, provavelmente como resultado de lesões anteriores na cartilagem ou devido a artrite.

Num estudo mais recente, 68 atletas com danos nas cartilagens dos joelhos receberam 1500 mg de sulfato de glucosamina todos os dias durante 40 dias, depois 750 mg durante 90 a 100 dias.

Dos 68 atletas, 52 tiveram a resolução completa dos sintomas e regressaram aos treinos atléticos sem restrições. Após quatro a cinco meses, os atletas já eram capazes de treinar aos níveis anteriores à lesão. Exames realizados 12 meses depois não mostraram sinais de danos na cartilagem em nenhum dos atletas.

O corpo é capaz de absorver glucosamina de forma bastante rápida após o seu consumo, e uma boa dose para começar é com cerca de 1.200 mg por dia.

A glucosamina e condroitina fazem parte da estrutura de tendões, ligamentos, cartilagens e do fluido que as rodeia (liquido sinovial). Em casos de osteoartrite ou outras situações de inflamação articular, a cartilagem fica mais fina, causando mais tensão, rigidez e dor.

A suplementação reforça a cartilagem e líquido sinovial e previne a sua degradação. Existe uma estimulação do metabolismo da cartilagem e a sua estrutura consegue ser regenerada, permitindo uma maior funcionalidade.

A suplementação com glucosamina já foi comparada com o efeito de anti-inflamatórios não esteróides, sendo mais benéfica e noutros casos viabilizando baixar a dose de medicação anti-inflamatória para alívio da dor.

A glucosamina e condroitina actuam assim como anti-inflamatórios.

Voltar ao início

O sulfato de condroitina é um dos principais componentes da cartilagem.

É uma molécula muito grande, compostas de unidades repetidas de sulfato de glucosamina.

Tal como acontece com a glucosamina, o sulfato de condroitina atrai água para a matriz da cartilagem e estimula a produção de cartilagem.

Embora a absorção de sulfato de condroitina seja mais reduzida do que a da glucosamina, alguns estudos recentes demostraram resultados muito bons com tratamentos a longo-prazo na redução da dor e aumento da amplitude de movimento.

Muitos estudos mostraram efeitos benéficos da combinação de glucosamina e condroitina no sistema músculo-esquelético. Um estudo verificou que a combinação de condroitina e glucosamina foi mais eficiente do que apenas condroitina.

Por exemplo, num estudo com a duração de um ano, os investigadores administraram 800 mg de sulfato de condroitina a 42 pacientes de ambos os sexos, com idades entre os 35-78 anos com osteoartrite sintomática nos joelhos.

O sulfato de condroitina foi bem tolerado e reduziu as dores e aumentou a mobilidade articular de forma significativa.

Normalmente, a suplementação com estes componentes é feita em conjunto já que as articulações precisam de ambos.

A glucosamina existe em diversas formas, mas é o sulfato de glucosamina que apresenta melhores resultados, assim como o sulfato de condroitina.

O sulfato também é necessário para a produção de cartilagem e por isso é mais eficaz a suplementação com sulfato de glucosamina assim como o sulfato de condroitina e não com outras formas.

Voltar ao início

O ácido hialurónico é um polissacárido, um glicosaminoglicano ou GAG (estas moléculas são compostos conhecidos como mucopolissacáridos que actuam unindo o tecido conectivo), presente em praticamente todos os tecidos conectivos adultos.

O ácido hialurónico é componente de importantes líquidos do corpo, como por exemplo, o líquido sinovial, que tem a função de lubrificar as articulações sinoviais, e o humor vítreo, líquido viscoso que atua na manutenção da forma esférica do olho. A maior parte do ácido hialurónico do organismo está situada na pele, o que confere ao órgão volume, sustentação, hidratação e elasticidade.

O ácido hialurónico é abundante no nosso corpo quando nascemos, mas os níveis vão reduzindo gradualmente com o passar do tempo. Esta redução destes níveis pode levar ao processo de envelhecimento.

O ácido hialurónico existe na camada mais profunda da pele, a derme, e parece ajudar a manter a pele lisa devido às suas qualidades de retenção de água. Aparentemente também ajuda a reparar feridas cutâneas e outros problemas.

O ácido hialurónico parece ajudar a manter os níveis de colágeno. Em circunstâncias normais, a depleção (diminuição quantitativa dos líquidos contidos no corpo) de colágeno é amplamente considerada como um fator principal no tom de pele abaixo da média, bem como elasticidade da pele, algo que é frequentemente associada com o processo de envelhecimento visual.

O ácido hialurónico compõe aproximadamente 80% do olho humano. É como que um amortecedor de choque para a retina, que ajuda a prevenir traumas visuais.

Recentemente o ácido hialurónico foi considerado eficaz na forma oral, embora seja usado há muito tempo em injeções nas articulações.

O ácido hialurónico está a ser experimentalmente usado para corrigir uma ampla série de problemas encontrados em transtornos do tecido conjuntivo como fraturas, disfunções visuais, cicatrização inadequada de feridas e pele prematuramente enrugada.

Voltar ao início

O colagénio é uma fonte de aminoácidos, principalmente glicina, prolina, arginina e hidroxiprolina, que variam as suas proporções, dependendo da fonte proteica. É também a proteína que existe em maior quantidade no corpo humano, constituindo cerca de 30% das proteínas do nosso corpo e 6% do nosso peso total. Faz parte do tecido conjuntivo e da matriz extracelular e compõe os tecidos de sustentação, como pele, ossos, tendões e cartilagens. Tem uma função essencialmente estrutural.

O corpo humano no decorrer do seu desenvolvimento passa por um processo de transformações. À medida que a idade avança, a diminuição da capacidade de órgãos e sistemas em executar as suas funções, pode desencadear processos patológicos, diminuindo a qualidade de vida.

Com o envelhecimento, a produção interna de colagénio diminui também e, todos os órgãos e sistemas onde este tem um papel importante, podem ser afectados.

Assim, a diminuição das concentrações de colagénio podem conduzir por exemplo, entre outras, a alterações estruturais profundas a nível muscular, na pele, cartilagens e articulações.

O processo digestivo normalmente degrada as proteínas em peptídeos e aminoácidos que são posteriormente absorvidos aumentando a sua concentração na corrente sanguínea. É necessário por isso, que o colagénio proteico obtido através da dieta seja primeiramente digerido, depois absorvido através da mucosa intestinal e passe para a corrente sanguínea.

Acontece no entanto que, o processo digestivo do colagénio proteico é muitas vezes incompleto, pela resistência às enzimas proteolíticas, resultando em péptidos de grande dimensão que torna a sua absorção muito difícil, e tornando-se indigeríveis.

Hoje em dia, é possível utilizar suplementos alimentares com colagénio.

Os suplementos alimentares que contenham colagénio hidrolisado que se transforma facilmente em pequenos pétidos e aminoácidos prontos a serem absorvidos, são mais eficazes. Com elevada biodisponibilidade, este colagénio para ingestão oral tem, como foi demonstrado por Oesser et al., benefícios resultantes da sua elevada absorção intestinal, mais de 90% e, a acumulação do hidrolisado nos tecidos cartilagíneos.

A proteína de colagénio hidrolizado tem sido usada na Europa há anos como tratamento da osteoartrite com o objetivo de reduzir a dor e inflamação.

Voltar ao início

O MSM Methylsulfonylmethane contém enxofre orgânico, que é o terceiro mineral (não ferroso) mais encontrado no corpo humano existindo em todas as células do corpo humano, particularmente em concentrações elevadas no cabelo, na pele, nas unhas e nas articulações e tem um papel importante na produção do colagénio, mantendo os tecidos conectivos saudáveis. Tem uma acção benéfica nas inflamações articulares aliviando a dor, auxilia na circulação sanguínea e reforça as paredes dos capilares. Foi recentemente estudada na ajuda contra as alergias, obtendo-se resultados bastantes favoráveis.

Normalmente os profissionais de saúde recomendam esta substância para aqueles que não ingerem a quantidade suficiente do mineral enxofre, no entanto, aqueles que sofrem de dores nas articulações também beneficiam em incluir esta substância no seu regime de suplementação.

Os indivíduos que se suplementam com MSM tem tendência a ter menos sintomas de osteoartrite e inflamação, e o processo de recuperação do desgaste diário nas articulações e ligamentos é acelerado.

O MSM trabalha sinergicamente para aumentar os benefícios da glucosamina e da condroitina.

Voltar ao início

O aspartato de arginina é um dipéptido constituído pela união de dois aminoácidos (ácido aspártico e a arginina) cuja a actividade é de fundamental importância para o metabolismo celular.

Possui propriedades nutritivas e antiasténicas (restaurador de forças), sendo útil em períodos de maior actividade física ou psíquica, bem como em períodos de convalescença. Age, também, como coadjuvante no tratamento dos processos Infecciosos em geral, inclusive nos causados pelo stress.

Intervém na divisão celular, na cicatrização de feridas, na remoção de amoníaco do corpo, na imunidade às doenças, na secreção de hormonas e na produção de óxido nítrico, uma substância que dilata os vasos sanguíneos.

A consequência directa do relaxamento dos vasos sanguíneos é a melhora da libido nas mulheres e uma melhor função eréctil nos homens.

A investigação apoia a sua utilização para congestão cardíaca, claudicação intermitente, angina, impotência e disfunção sexual feminina. Foram demonstradas evidências preliminares quanto aos benefícios para a diabetes e para melhorar a recuperação de cirurgias.

Na pesquisa (Drugs and Supplements Arginine. Mayoclinic), a L-arginina aumentou a função cognitiva em idosos com problemas com os vasos sanguíneos no cérebro.

É contra-indicado para pessoas com herpes genital, diabetes ou após ataque cardíaco.

Voltar ao início

É uma molécula que existe no nosso organismo e que desempenha um papel fundamental no metabolismo energético, e na protecção antioxidante das nossas células.

Também conhecida como ubiquinona, esta coenzima encontra-se em todas as células do nosso organismo, mas principalmente nas células que necessitam de um fornecimento superior de energia, como é o caso das células musculares, em especial do coração e músculo-esquelético.

As funções da Coenzima Q10 são principalmente a nível da mitocôndria, a central energética das células. Quando transformamos os alimentos e o oxigénio em energia (ATP), a parte final desta transformação depende da presença de Coenzima Q10, e sem os níveis adequados desta, as nossas células não são capazes de produzir energia de uma forma eficaz. É também na mitocôndria, aquando desta produção energética, que ocorre uma elevada produção de radicais livres de oxigénio, e onde a presença de níveis adequados de Q10 diminui a produção de radicais livres de oxigénio.

Além disso tem um papel antioxidante na regeneração de outros antioxidantes, como a vitamina C e a vitamina E.

A coenzima Q10 é produzida no nosso organismo, e em situações normais, esta produção é suficiente até aos 20 anos, mas com a idade as quantidades de Q10 produzida diminuem.

Esta coenzima pode ser consumida através da alimentação, em especial através do consumo de carne e peixe.

Dado o seu papel no metabolismo energético, níveis reduzidos de coenzima Q10 estão associados a fadiga e falta de força muscular, mas dado o seu papel antioxidante, os sintomas de coenzima Q10 estão também associados ao aumento do stress oxidativo, que vão desde um envelhecimento precoce a diferentes patologias degenerativas.

Actualmente o maior risco de deficiência em Q10 é o consumo de uma classe de medicamentos usados para baixar a produção de colesterol, chamadas estatinas, beta-bloqueantes e antidepressivos.

As diferentes estatinas (como a sinvastatina e a pravastatina, entre outras) bloqueiam a acção da enzima responsável pela produção de colesterol, mas que também é responsável pela produção da coenzima Q10. Isto significa que quando bloqueia a produção de colesterol mediante a toma de estatinas, está também a bloquear a produção de coenzima Q10. Esta situação torna-se ainda mais preocupante perante a toma prolongada deste tipo de fármacos, em especial por pessoas com mais idade (que já têm a sua produção de coenzima Q10 diminuída).

O coração necessita constantemente de energia e, como o Q10 promove a produção de energia nas células (em especial do coração) permite uma melhor oxigenação e performance cardíaca.

Assim, este suplemento é utilizado principalmente a nível cardíaco na prevenção e melhoria da sintomatologia das doenças cardiovasculares como insuficiência cardíaca, pressão arterial elevada, cardiomiopatia, prolapso da válvula mitral, cirurgia bypass das coronárias e angina de peito, entre outras.

A suplementação com coenzima Q10 tem revelado efeitos benéficos a nível da melhoria da força muscular, da resistência física e ainda da diminuição da fadiga.

No caso dos indivíduos com uma toma continuada de estatinas, os efeitos benéficos são ainda mais marcantes.

Voltar ao início

É uma hormona que é segregada naturalmente pelo cérebro em resposta à escuridão, e que regula os ciclos de sono e de vigília.

Conforme envelhecemos, a quantidade de melatonina produzida pelo nosso organismo vai decrescendo. Cientistas acreditam que esta é a causa principal das pessoas idosas dormirem mal.

A Melatonina como suplemento natural deve ser usada à noite. Conforme os nossos olhos registram o cair da noite, a glândula pineal (localizada no centro do cérebro) inicia a produção de melatonina para auxiliar o nosso organismo a regular o ciclo do sono (ciclo circadiano).

Estudos sugerem que uma pequena suplementação de melatonina reduz o tempo necessário para adormecer, reduz o despertar nocturno e ajuda-nos a melhorar a qualidade do sono.

É particularmente útil para as pessoas que trabalham por turnos ou que viajam para diferentes fusos horários (jet lag).

Voltar ao início

A diosmina é um composto da família dos flavonóides extraída da erva-sagrada, uma planta usada na medicina tradicional, que melhora a tonificação e a intensidade dos vasos sanguíneos, reduz o inchaço, combate os danos dos radicais livres e estimula o fluxo linfático.

Mais de 30 estudos clínicos provaram que a diosmina é eficaz para melhorar distúrbios venosos, incluindo varizes, insuficiência venosa crónica, cãibras nocturnas nas pernas e hemorróidas.

Tem um início rápido de acção (1 a 2 semanas), e não está associada a quaisquer efeitos colaterais ou interacções medicamentosas.

Diosmina actua basicamente de 3 formas na circulação de retorno: prolonga a atividade da norepinefrina das veias, aumentando o tónus venoso e reduzindo a venostase.

Na microcirculação, reduz a hiperpermeabilidade capilar e reduz a fibrinólise; Nos vasos linfáticos, aumenta a freqüência e a intensidade das contrações.

Voltar ao início